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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Teste Honda Bros 150 Mix


Combustível, tanto faz.
Modelo importante pois é o primeiro que agrega a tecnologia bi combustível no mundo on-off road. O motor consagrado de 150 cc é o mesmo de antes, no qual foi introduzida a injeção eletrônica com modificações para aceitar qualquer proporção de álcool junto com a gasolina, mas há algumas limitações. Em certas condições de temperatura o sistema avisa que necessita de mais gasolina na mistura acendendo uma luz no painel.
Acabamento impecável
A estética dela é extremamente moderna e lembra os modelos de motocross da marca, mas também com vários toques angulosos que inspiram movimentos, um belo trabalho digno de um artista plástico. Andando com ela na rua verificamos como chama atenção. O acabamento padrão da marca é irrepreensível.


Porque testamos o modelo ES? Vamos explicar. Claro que o mais caro e desenvolvido vem equipado com freio a disco, o modelo ED, mas achamos importante dar um testemunho desse freio a tambor que equipa várias das pequenas Hondas. Ele surgiu equipando a XL250 Motorsport em 1972 e foi referência no off road por muitos anos pois resolvia o que era um problema na época, os freios a tambor molhavam a lona em pequenas poças de água e perdiam eficiência por causa da poeira que ficava presa por dentro, mas esse que equipava a XL não. Até o surgimento dos discos compatíveis ao todo terreno esse foi a referência na indústria, o cubo cônico. A aplicação em motos mais leves que aquela original traz mais vantagens ainda, pois ele funciona com folgas. A manutenção é necessária, como em todo freio a tambor, pois ele tem que ser mantido limpo e lubrificado, mas nesse caso fica bastante reduzida e com certeza o custo do produto fica melhorado podendo ser oferecido um preço final mais vantajoso para o mercado também. Explicadoo freio vamos ao resto do teste.



O Motor, já equipa outras motos da marca e é bastante conhecido. Tem resposta muito linear e quase não se nota diferença no desempenho, quando se usa apenas álcool. Para verificar a compatibilidade insistimos, mesmo recebendo os avisos para completar com gasolina, com uma alta concentração de álcool e a moto pegou bem pela manhã, em temperatura na ordem de 19° C. E o câmbio, realiza as trocas rápidas e precisas aproveitando bem a elasticidade do motor. Em baixas rotações pode-se usar marcha relativamente alta que o motor acelera com suavidade até o fim da rotação máxima. Como não tem conta-giros um mapeamento da marcha ideal impresso no velocímetro seria de boa ajuda para manter o motor na sua faixa ótima de rotação, norteando o piloto qual o melhor momento para troca, tanto para cima quanto para baixo.



O chassi oferece muita segurança em curvas rápidas e mesmo em terreno bastante acidentado contorna as curvas, com bastante agilidade. A posição do piloto é bem relaxada permitindo bom espaço e conforto para um garupa. A ergonomia, própria para on-off road favorece bem a posição sentada mas ainda assim permite boa manobra de balanço, em pé nas pedaleiras, para melhor absorção dos impactos em trajetos mais acidentados. Falta o protetor de cárter que numa trail é essencial e uma peça plástica faria o serviço sem encarecer demais o produto.
Amortecedor conectado diretamente na balança


A suspensão dá uma segurança a mais na pilotagem porque proporciona um bom amortecimento, sem provocar reações indesejadas no chassi, dentro de suas limitações. Mas a conexão direta do amortecedor com a balança, sem o sistema pro-link® e com a utilização de um amortecedor linear, faz com que não haja progressividade adequada e a traseira responde com um pouco de rispidez, principalmente no início do curso. Com garupa esse efeito não é percebido. No geral se mostrou uma motocicleta muito competente, de estilo moderno que agrada bastante.

Filtro de ar de fácil substituição poderia ser de espuma lavável.
Econômica, com o sistema Mix pode ser de mais valor ainda para a natureza, que com certeza agradece.


No geral se mostrou uma motocicleta muito competente, de estilo moderno que agrada bastante. Econômica, com o sistema Mix pode ser de mais valor ainda para a natureza, que com certeza agradece.
Nesse teste fizemos uma avaliação inédita no mercado de motos Flex. Para cada motor há uma taxa de eficiência termodinâmica que envolve vários aspectos. Adicionando a variável do tipo de mistura Alcool-Gasolina, temos um grande desafio para resolver qual será essa mistura ideal para maior economia. Diz-se que a partir de um valor do álcool 30% mais baixo do que o da gasolina, o uso do álcool compensa. Mas isso não é o bastante porque há infinitas graduações ou concentrações dessa mistura, álcool-gasolina possíveis e além disso a Bros Mix não aceita bem o álcool puro. Aquela luz no painel acende solicitando que se adicione gasolina.

Teste Dafra Apache 150

O nome inspira: a RTR 150 tem boa disposição para “guerrear” e conquistar seu próprio espaço no segmento”street”, o mais concorrido do mercado brasileiro
Primeiro fruto da associação das duas marcas – a indiana TVS e a brasileira Dafra – a Apache RTR 150 atrai pelo visual arrojado e pelo pacote de equipamentos mais completo, algo presente apenas em motocicletas maiores.
Desde seu lançamento no mercado nacional, em março deste ano, os números de vendas do modelo mostram crescimento constante, tendo atingido em julho a marca de 1125 unidades.
Este resultado alcançado pela Apache tem origem no que ela representa ao mercado. “A Apache movimentou o segmento street, categoria que há alguns anos carecia de novidades e o consumidor percebe isso”, afirma Haroldo Barroso, diretor comercial da Dafra.
Motonline testou a Apache RTR 150 e comprovou o que Barroso disse. A motocicleta indiana que a Dafra oferece ao mercado brasileiro tem méritos para conquistar espaço no concorridíssimo segmento das “street” de 150 cc de cilindrada.
A cor amarela do modelo testado ajudou-a a se destacar por todos os lugares. As motocicletas de 150 cc são bastante populares por serem acessíveis e todas têm design semelhante. Não é o caso da Apache, cujo design destaca-a em meio às outras da categoria. Compacta e com linhas harmoniosas, a Apache tem embutidos na carenagem dianteira todos os elementos da frente da moto, como farol, piscas, um pequeno pára-brisa e o painel digital muito elaborado, com dois hodômetros parciais, relógio, luzes espia, marcador de combustível e um grande conta-giros analógico.

No trânsito – Avaliação 

Muito bem resolvida, a Apache é equilibrada, ágil e segura em situações que as deficiências da suspensão dianteira não comprometem, isto é, chão liso e sem necessidade de frenagem forte. Manobras rápidas são atrasadas pelo peso do conjunto do farol. Ótima a escolha dos pneus Pirelli MT65, que permitem segurança e boa diversão nas curvas.


Estrutura equilibrada confere à Apache bom desempenho em trânsito urbano e estradas de bom piso, mas suspensão dianteira precisa de calibragem mais adequada

O chassi é tubular de berço duplo e as suspensões são convencionais. Mas os amortecedores traseiros são especiais. Eles contam com reservatório de óleo separado para refrigerar e para separar o gás do óleo para não espumar, além dos cinco ajustes de pressão na mola. Realmente se mostram muito bons, absorvendo bem os impactos e mantendo tração nas condições mais adversas de piso. O que tem de tecnologia e desempenho positivo na suspensão traseira, faltou na dianteira.
Ali percebe-se peso excessivo e uma calibração inadequada. A frente mergulha e flexiona muito nas frenagens, passando uma sensação de insegurança. Pode melhorar se mudarem as características do amortecimento. O garfo telescópico tem barras de diâmetro pequeno e que facilmente afunda e chega até a bater em final de curso. A fábrica precisa rever esta calibragem na dianteira, pois compromete o desempenho. Mais ainda com o peso do belo conjunto farol/velocímetro que faz com que a moto pareça mais pesada do que ela realmente é. Nos percursos acidentados que percorremos a frente sentiu, mas a traseira deu a tranqüilidade necessária para uma condução mais relaxada, também com garupa.

Filtro de ar grande garante boa respiração e durabilidade ao motor; a pequena garrafa sobre o duto que entra na caixa de ar promove uma ressonância que regulariza o fluxo de ar ao carburador de diafragma
O motor, um OHC de 147,5cc tem carburador tipo CV (velocidade constante), conta com diafragma para uma aceleração controlada e sem buracos. De fato muito linear, acelera com firmeza até a faixa vermelha (8000 rpm). Seus 14 cv de potência estão disponíveis de forma permanente. O ronco do escapamento inspira esportividade e impõe respeito, sobretudo nas arrancadas mais fortes. O giro do motor sobe rápido e o torque surge suficiente já próximo das 3.000 rpm. O excesso de vibração em rotações mais altas incomoda um pouco, mas isso é comum na categoria. A injeção eletrônica de combustível estaria mais de acordo com seu pacote tecnológico.
O câmbio tem um escalonamento adequado à faixa útil de torque e potência de forma que se pode acelerar com constância e trocar marcha na rotação máxima que ela vai encaixar na rotação adequada para continuar acelerando com a mesma firmeza. Assim é também nas reduções; sempre se encontra a marcha certa para retomar a aceleração, de acordo com a velocidade. Suas trocas são suaves e precisas e a embreagem segue o mesmo padrão de usabilidade harmonizando o funcionamento do conjunto motor e câmbio.

Nas rodovias – Avaliação 

O chassi associado com o funcionamento da suspensão não apresenta totalmente o resultado que ele merece, pois apenas em situação de piso liso se verificam totalmente suas qualidades. Muito fácil de manobrar e mesmo em velocidade não tem vícios importantes. A traseira bem estabilizada pela suspensão traz resultado positivo nas curvas em tração, mesmo com terreno acidentado. Já em frenagem e nas entradas de curva requer cuidados especiais nesse tipo de terreno.
O painel de desenho moderno com apresentação analógico e digitalOs detalhes de acabamento impressionam positivamente
O assento em dois níveis coloca o piloto em posição inspiradora para condução esportiva, com o tronco um pouco projetado para frente. Toda mecânica é simples e de fácil acesso. Para levantar o banco, tira-se a lateral direita com a chave e puxa-se o cabo do trinco. Os freios são seguros e eficientes. Talvez coubesse um freio a disco na traseira para completar o pacote de modernidade e tecnologia.
Nota-se claramente que é uma motocicleta em padrão superior ao restante da linha Dafra. O acabamento é realmente o destaque da Apache, com tudo muito bem encaixado e de qualidade adequada. A Apache parece que tem o tratamento de superfície das peças metálicas de qualidade superior à média da marca, uma melhora notável. Alguns encaixes e soldas de chassi podem ser mais precisos e limpos.
A Dafra demonstra que fala sério quando procura se adequar ao nível de qualidade de referência da indústria brasileira de motocicletas, neste que é um dos maiores mercados do mundo. Um detalhe chama a atenção: não consta a marca Dafra em nenhum local da unidade testada. Mesmo assim, a Apache promete ser um marco no desenvolvimento e crescimento de vendas da Dafra. Um bom produto, apenas com pequenos detalhes ainda a acertar. Pelo preço sugerido a motocicleta é adequada ao mercado e é uma boa opção ao consumidor que normalmente compra uma moto pequena e vai equipando-a para deixá-la com ar mais esportivo. Esta já vem pronta e não possui concorrentes.