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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Teste Comparativo ; Honda Twister x Yamaha Fazer

A maioria dos compradores de motos 250 cilindradas utiliza o veículo para o lazer e não para o trabalho. Entre os motoboys, esses modelos são raridades. Avaliamos a Fazer, da Yamaha, e a Twister, da Honda. Apesar das muitas mudanças no design da Twister, a Fazer venceu o duelo pelo seu conjunto. Melhor dirigibilidade, baixo consumo e melhor arrancada são alguns pontos positivos da vencedora.
Nos testes realizados, as duas versões se mostraram bem atraentes. Poucas foram as diferenças. A moto da Yamaha possui mais arrancada, mas a velocidade final mais alta da Twister ficou evidente. A Yamaha chegou a 140 km/h, contra 150 km/h da concorrente.
A Fazer tem boa disposição dos comandos de punho e design avançado. Além disso, ela é boa de curva e ágil no trânsito complicado do dia-a-dia. O conjunto possui ainda vários equipamentos de série e segurança, como injeção eletrônica, freio a disco na dianteira, rodas com cubos ventilados e partida elétrica. O equilíbrio entre a função esportiva e o conforto com o desempenho equivalente, propagado pela Yamaha, é facilmente observado ao pilotar a Fazer. Vale ressaltar que o modelo foi desenvolvido exclusivamente para o Brasil, mas por se tratar de um projeto inédito da empresa, já atrai o desejo de compra por alguns países.
Já a Honda Twister teve grandes avanços em relação à versão 2005. A frente, por exemplo, está mais leve, o que permite melhor dirigibilidade. O design merece destaque, mas nada comparado à cara mais robusta da Fazer. Painel mais bonito e manutenção um pouco mais barata que a do modelo Yamaha são outros pontos positivos.
Enfim, o design do modelo Yamaha é mais atraente do que o da Honda. O desenho do tanque de combustível é bonito, assim como as rodas de alumínio com três raios duplos (dianteiro MT 2.15 x17 e traseiro 3.00 x17). O pára-lamas traseiro é agregado ao cobre corrente. Também chama a atenção o desenho do silencioso que abriga o catalisador. Seu desenho dá sensação de volume e aparência encorpada. O assento comporta duas pessoas com muito conforto. Vista de frente, ela mostra o painel inclinado para o piloto, farol com boa luminosidade (35/35W) e piscas em a forma de gota, enquanto que a traseira é integrada em um bloco óptico com lanterna, luz de freio e piscas de ótima visualização.
O modelo 2006 da Honda ganhou um banho de loja e está com um visual sofisticado e moderno, ressaltado pela cor cinza escura aplicada ao motor e pela cor grafite presente nas rodas de alumínio. Os defletores laterais foram redesenhados e possuem novas entradas de ar, enquanto a rabeta ficou mais afilada e esportiva. O conceito mais limpo da motocicleta, tendência mundial no segmento de duas rodas, é evidenciado pela ausência de carenagem e motor exposto. Reforçando a imagem mecânica e esportiva, as tampas laterais pintadas na cor do motor simulam parte do chassi e se interligam ao suporte dos pedais de apoio do piloto e do garupa. A esportividade do modelo também é favorecida pelo escapamento de grande volume, pelos pára-lamas com traços aerodinâmicos, pelos pneus largos com desenho esportivo e pelas rodas.

O fato de ter injeção eletrônica torna a motocicleta da Yamaha muito mais inteligente, o que resulta no funcionamento muito eficiente do motor, tornando a Fazer 250 mais econômica, em razão da melhor queima do combustível. O radiador de óleo melhora a capacidade de arrefecimento do motor, um monocilíndrico quatro tempos de 249 cc e comando de válvula simples no cabeçote. Ele desenvolve 21 cv de potência a 7.500 rpm e 2,10 kgf.m a 6.500 rpm, com pistão forjado e cilindro revestido de cerâmica dispersiva de calor.


Já a Honda Twister conta com um motor DOHC (Double Over Head Camshaft) com duplo comando de válvulas no cabeçote, de 249 cm3, monocilíndrico, quatro tempos, com quatro válvulas e arrefecido a ar. Desenvolve potência máxima de 24 cv a 8.000 rpm e torque máximo de 2,48 kgf.m a 6.000 rpm, que asseguram versatilidade na pilotagem urbana e desempenho superior nas estradas. Tanto que, no teste de velocidade final, o modelo superou a concorrente.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Teste Yamaha YS Fazer 250

Primeira motocicleta de “baixa” cilindrada e de fabricação nacional a receber o sistema de alimentação por injeção eletrônica de combustível, ela atende plenamente seus consumidores pelo desempenho e economia. Considerada sonho de consumo para muitos motociclistas urbanos, a YS 250 Fazer surpreende positivamente por seu desenho moderno e intrigante.
A Fazer YS250 foi pioneira em injeção eletrônica nas baixas cilindradas
A Fazer YS250 foi pioneira em injeção eletrônica nas baixas cilindradas

A começar pela tecnologia presente em itens antes só disponíveis em motocicletas maiores, como a própria injeção eletrônica, o pistão forjado e o cilindro com revestimento cerâmico e freio a disco também na roda traseira, ela tem desenho com linhas modernas e destaca-se pelo desempenho, dirigibilidade e baixo consumo. A YS250 “veste” bem e logo na primeira volta e o motociclista já está confortável sente-se absolutamente seguro na pilotagem. Apesar de monocilíndrica, o nível de vibração é mínimo, fruto de um trabalho exemplar no dimensionamento e sincronização do eixo balançeiro,  pela engenharia da Yamaha para torná-la suave em qualquer faixa de rotação. Com estas características, qualquer motociclista se sente encorajado a acelerar firmemente e usufruir o melhor que ela pode oferecer nos ambientes para os quais foi projetada: cidade, estradas e rodovias.

Cidade

Muita agilidade e leveza no uso urbano
Muita agilidade e leveza no uso urbano

Seu peso (137 kg) praticamente não é percebido no meio dos carros no trânsito urbano. Ela comporta-se como motocicleta pequena, com a vantagem do pouco peso bem distribuído e do resultado de todo acerto do motor, com o sistema de injeção eletrônica que oferece sempre a força na medida exata e proporciona suavidade nas manobras. Como é um motor calibrado para altas rotações alguns cuidados nas reduções é conveniente para não travar a roda traseira. Em determinadas situações, pode haver necessidade de “queimar” embragem para ganhar giro para uma manobra mais rápida no trânsito. As suspensões são bem ajustadas e absorvem com tranquilidade as imperfeições do piso, Apenas a traseira tem regulagem na pré carga da mola. Os freios a disco estão dimensionados adequadamente e sua integração com as suspensões conferem confiança para andar nessa street como se ela fosse uma trail nos obstáculos urbanos. O consumo de combustível é surpreendentemente baixo no uso urbano. Mais um ponto para a injeção eletrônica da Fazer 250, que oferece autonomia próxima dos 400 km com um tanque de combustível, cuja capacidade de 19 litros leva os mais desavisados a acreditarem que o marcador de combustível está quebrado.

O painel é moderno e de fácil leitura
O painel é moderno e de fácil leitura

A posição de pilotagem é natural e permite visibilidade do painel e uso dos comandos intuitivamente. No painel de instrumentos está um contagiros analógico e um mostrador em cristal liquido multifuncional, com hodômetro total e dois parciais (trip1 e trip2), marcador de combustível e relógio, além das luzes-espia. Outro destaque da Fazer 250 é o farol com lâmpada de 55/60 watts, garantia de luminosidade e segurança em pilotagem noturna.

Estrada

As mesmas qualidades que a Fazer 250 apresenta na cidade, são trazidas para seu uso em estradas e rodovias. Aceleração firme e linear, facilidade para manter a velocidade de cruzeiro em faixa segura, economia de combustível e grande autonomia. Apenas em algumas condições, principalmente com condutor pesado ou com garupa, um pouco mais de motor (potência e torque) seria bom. Nestas condições, o ideal é subir mais um degrau e partir para um aumento de cilindrada ou um motor de dois cilindros de 250 cc de cilindrada.
Nas estradas a grande autonomia faz diferença
Nas estradas a grande autonomia faz diferença

A estabilidade e o equilíbrio se destacam, coincidindo com as qualidades dos pneus que adicionam mais tração e confiabilidade. Na traseira, aliás, a Yamaha incorporou o novo link da suspensão com roletes, o que melhora o conforto, diminui a necessidade de manutenção e o risco de travar os movimentos do link, o que ficou muito bom. Um item que está bem resolvido também é o nível de ruído – bastante baixo. Para uma monocilíndrica que gira em torno de 7 a 8 mil rpm em velocidade de cruzeiro, realizar longas viagens com a Yamaha Fazer YS250 pode se tornar desgastante para o pequeno motor.
Sente-se a falta de ganchos que facilitem prender qualquer tipo de carga quando se está sem garupa. Parece que a Yamaha quer forçar a venda de acessórios como bauletos e bagageiros.

Análise técnica

Motor bom, facilitaria mais a pilotagem se tivesse mais potência e torque em baixa rpm
Motor bom, facilitaria mais a pilotagem se tivesse mais potência e torque em baixa rpm
Todo o funcionamento do motor é assegurado pelo sistema de controle que recebe leituras vários sensores. A Unidade de Controle Eletrônico (ECU) monitora e analisa as informações de cada sensor e transmite os comandos aos vários sistemas para que funcionem de forma ideal e atendam às mais diferentes condições de pilotagem. Um bom exemplo é o sensor de ângulo de inclinação, que interrompe a injeção do combustível quando há uma inclinação da motocicleta superior a 65 graus. O controle da bomba de gasolina fornece alimentação apenas enquanto houver um mínimo de combustível no tanque que garanta o funcionamento da bomba de combustível sem avaria.

Motor
A Fazer 250 é equipada com um motor monocilíndrico, quatro tempos de 249 cc e um comando para as duas válvulas simples no cabeçote (OHC) que desenvolve 21 cv de potência a 8.000 rpm e torque de 2,10 kgf.m a 6.500 rpm. Responde bem em alta rotação, mas pede o uso da embreagem para retomadas mais rápidas no trânsito ou numa saída de curva. Tem pistão forjado e o cilindro é revestido de cerâmica dispersiva de calor, isso aumenta a robustez e a longevidade e é muito bom, particularmente nesse tipo de motor que no uso em estradas e rodovias mais rápidas, trabalha sempre perto demais da faixa vermelha e o desgaste natural seria excessivo.
Excelente sistema de filtragem de ar. Filtro lavável e caixa de ar bem dimensionada para pouca manutenção
Excelente sistema de filtragem de ar. Filtro lavável e caixa de ar bem dimensionada para pouca manutenção

Câmbio
Excelente caixa de câmbio, encaixa sempre na faixa ótima de giro em função de seu bom escalonamento. Nos casos explicados no quesito do motor (baixa rpm) o motor demora a crescer. As passagens são bem definidas e raramente se erra uma marcha. Alguns usuários podem se queixar de ser um pouco barulhento mas não achamos relevante essa questão. A embreagem é ótima, bem sensível, nunca altera seu ajuste ou dá qualquer tipo de vibração mesmo com grande variação de temperatura.

Ciclística
A geometria da Fazer 250 é própria para superar obstáculos, tem um longo trail de 104,5 mm e rake de 36,5º
A geometria da Fazer 250 é própria para superar obstáculos, tem um longo trail de 104,5 mm e rake de 36,5º
O chassi é de berço duplo em aço com soldas extremamente bem feitas e protegido por uma pintura de boa cobertura e resistencia. Sua geometria se aproxima ao de uma off-road, caracterizado pelo longo trail de 104,5 mm e entreeixos proporcionalmente, curto mas que conta com um bom efeito da balança longa porque seu baixo ângulo de ataque provoca pouca variação do entreeixos ao longo do curso da suspensão.
Essa estratégia resultou em uma moto um pouco lenta nas respostas, mas que por ser relativamente leve ainda é fácil para manobras da cidade e mudanças rápidas de direção nas curvas das estradas. O resultado é que mesmo em frenagem forte a frente se mantém controlável e pode-se até mudar de direção durante a frenagem que a geometria e suspensões aceitam razoavelmente bem uma mudança de direção ou um impacto em algum buraco. Uma ótima solução para os mal conservados caminhos brasileiros.

Suspensão
As rodas aceitam as irregularidades do solo com muito bom controle e tem boa progressividade a ponto de não serem afetadas por excesso de carga. O ajuste na pré carga da mola traseira é bom para manter a atitude correta da moto.

Freios
Freio a disco nas duas rodas não tem opção para ABS mas é bem eficiente e fácil de controlar
Freio a disco nas duas rodas não tem opção para ABS mas é bem eficiente e fácil de controlar.

Bem dimensionado na dianteira com 282 mm de diâmetro e dois pistões nas pinças, ele responde com progressividade e potência, sem perder a capacidade de modulação. Fácil aplicar com força até o limite de travar a roda sem arriscar perder o controle. Considere que o pneu de boa qualidade ajuda muito para isso.
O traseiro a disco tem 220 mm de diâmetro e se mostra bem eficiente também. A posição do ajuste da altura do pedal de freio na unidade que testamos estava muito alto, provocando o acionamento involuntário apenas posicionando o pé sobre o pedal. Ajustado, não apresentou mais problemas.
Com vendas estáveis em torno de 3 mil unidades mensais desde seu lançamento, a Yamaha Fazer YS250 representa o degrau imediatamente superior das pequenas street urbanas de até 150cc. Sua concorrente direta, Honda CB 300 tem preço e desempenho semelhantes e a briga é saudável para o consumidor. A Fazer, apesar de ter motor menor, exibe qualidades para ser merecedora da preferência de muitos consumidores e objeto de desejo de outros tantos. A Yamaha Fazer YS250 custa R$ 11.311,00 (Média FIPE abril/2011) e tem um ano de garantia, sem limite de quilometragem.