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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Teste Comparativo ; Honda Twister x Yamaha Fazer

A maioria dos compradores de motos 250 cilindradas utiliza o veículo para o lazer e não para o trabalho. Entre os motoboys, esses modelos são raridades. Avaliamos a Fazer, da Yamaha, e a Twister, da Honda. Apesar das muitas mudanças no design da Twister, a Fazer venceu o duelo pelo seu conjunto. Melhor dirigibilidade, baixo consumo e melhor arrancada são alguns pontos positivos da vencedora.
Nos testes realizados, as duas versões se mostraram bem atraentes. Poucas foram as diferenças. A moto da Yamaha possui mais arrancada, mas a velocidade final mais alta da Twister ficou evidente. A Yamaha chegou a 140 km/h, contra 150 km/h da concorrente.
A Fazer tem boa disposição dos comandos de punho e design avançado. Além disso, ela é boa de curva e ágil no trânsito complicado do dia-a-dia. O conjunto possui ainda vários equipamentos de série e segurança, como injeção eletrônica, freio a disco na dianteira, rodas com cubos ventilados e partida elétrica. O equilíbrio entre a função esportiva e o conforto com o desempenho equivalente, propagado pela Yamaha, é facilmente observado ao pilotar a Fazer. Vale ressaltar que o modelo foi desenvolvido exclusivamente para o Brasil, mas por se tratar de um projeto inédito da empresa, já atrai o desejo de compra por alguns países.
Já a Honda Twister teve grandes avanços em relação à versão 2005. A frente, por exemplo, está mais leve, o que permite melhor dirigibilidade. O design merece destaque, mas nada comparado à cara mais robusta da Fazer. Painel mais bonito e manutenção um pouco mais barata que a do modelo Yamaha são outros pontos positivos.
Enfim, o design do modelo Yamaha é mais atraente do que o da Honda. O desenho do tanque de combustível é bonito, assim como as rodas de alumínio com três raios duplos (dianteiro MT 2.15 x17 e traseiro 3.00 x17). O pára-lamas traseiro é agregado ao cobre corrente. Também chama a atenção o desenho do silencioso que abriga o catalisador. Seu desenho dá sensação de volume e aparência encorpada. O assento comporta duas pessoas com muito conforto. Vista de frente, ela mostra o painel inclinado para o piloto, farol com boa luminosidade (35/35W) e piscas em a forma de gota, enquanto que a traseira é integrada em um bloco óptico com lanterna, luz de freio e piscas de ótima visualização.
O modelo 2006 da Honda ganhou um banho de loja e está com um visual sofisticado e moderno, ressaltado pela cor cinza escura aplicada ao motor e pela cor grafite presente nas rodas de alumínio. Os defletores laterais foram redesenhados e possuem novas entradas de ar, enquanto a rabeta ficou mais afilada e esportiva. O conceito mais limpo da motocicleta, tendência mundial no segmento de duas rodas, é evidenciado pela ausência de carenagem e motor exposto. Reforçando a imagem mecânica e esportiva, as tampas laterais pintadas na cor do motor simulam parte do chassi e se interligam ao suporte dos pedais de apoio do piloto e do garupa. A esportividade do modelo também é favorecida pelo escapamento de grande volume, pelos pára-lamas com traços aerodinâmicos, pelos pneus largos com desenho esportivo e pelas rodas.

O fato de ter injeção eletrônica torna a motocicleta da Yamaha muito mais inteligente, o que resulta no funcionamento muito eficiente do motor, tornando a Fazer 250 mais econômica, em razão da melhor queima do combustível. O radiador de óleo melhora a capacidade de arrefecimento do motor, um monocilíndrico quatro tempos de 249 cc e comando de válvula simples no cabeçote. Ele desenvolve 21 cv de potência a 7.500 rpm e 2,10 kgf.m a 6.500 rpm, com pistão forjado e cilindro revestido de cerâmica dispersiva de calor.


Já a Honda Twister conta com um motor DOHC (Double Over Head Camshaft) com duplo comando de válvulas no cabeçote, de 249 cm3, monocilíndrico, quatro tempos, com quatro válvulas e arrefecido a ar. Desenvolve potência máxima de 24 cv a 8.000 rpm e torque máximo de 2,48 kgf.m a 6.000 rpm, que asseguram versatilidade na pilotagem urbana e desempenho superior nas estradas. Tanto que, no teste de velocidade final, o modelo superou a concorrente.

Teste Comparativo ; Honda Fan 125 x Yamaha YBR 125

A Revista Duas Rodas realizou um teste comparativo entre as duas populares mais rivais do mercado nacional, de um lado a CG 125 Fan e do outro lado a YBR 125 Factor. O teste da reviste se mostrou muito detalhado e não foi nada discreto ao mencionar com todas as palavras que a grande campeã do comparativo foi sem dúvidas a YBR Factor. Confira o comparativo.


Agora fica mais clara a estratégia da Honda apresentando a CG 125 Fan com carburador e sem os detalhes estilísticos da Titan. A maior montadora de motocicletas do Brasil precisava de um produto barato para fazer frente à rival Yamaha Factor 125. Isso porque a CG 150 Titan, com freio a disco e partida elétrica, custa quase R$ 2 mil a mais que a Factor com partida elétrica. Muito em se tratando de um segmento onde os valores oscilam entre R$ 5 mil e R$ 6 mil (uma Titan completa custa 36% mais que a Factor básica). É por este motivo que a Honda entra no jogo com dois modelos, a Fan e a Titan. A Yamaha, apenas com a Factor, tem que se virar. São três versões da Factor, que começam em R$ 5.140 (K, básica), passando pela versão E por R$ 6.210 (com partida elétrica) e a ED por R$ 6.585 (partida elétrica, freio a disco e roda de liga leve). Na Fan, sua concorrente direta, são duas as versões: KS (básica, R$ 5.140) e ES (partida elétrica, R$ 5.590).

DUAS RODAS reuniu as rivais, frente a frente. E nas configurações que mais devem agradar o público. Com freio a tambor (e infelizmente a Honda não terá freio a disco, nem como opcional) e partida elétrica, a Fan ES enfrentou a Yamaha Factor E (com o mesmo pacote de freio a tambor e partida elétrica). Na hora de assinar o cheque, o modelo da Honda salta à frente. Custa aproximadamente R$ 300 a menos (levando em conta o custo do frete), diferença que pode ser decisiva na hora da compra, mas que será diminuída mais à frente, como veremos.

E não precisa ser especialista de plantãopara descobrir que a Honda Fan é extremamente básica. Os acessórios ausentes que saltam aos olhos no modelo 125 da Honda são o cavalete central, a trava de capacete, o lampejador do farol, o marcador de combustível, o botão do "engine stop"... A Yamaha Factor traz tudo isso de série. E continua bem mais completa que a Fan se estendermos a comparação de equipamentos. Fizemos este teste. Papel e caneta na mão e check-list do que gostaríamos de ter em qualquer 125do mercado. E por mais básicas que elas possam parecer, a Fan é um extremo na categoria. Até a tampa da caixa de ferramentas (um plástico com formato triangular com não mais de 6 cm quadrados) foi descartado por uma questão de economia. Não há sequer um elástico (como na Factor) para prender o saco de ferramentas que, somente jogado dentro do compartimento sem tampa, pode vir a ser uma fonte de ruído no futuro. Não que o modelo da Yamaha seja uma versão completíssima, mas a pobreza de acessórios da Fan é que chama a atenção. Aboliram dela até o acabamento da mesa inferior, nas bengalas sob o farol (que na Titan antiga era composto pela nomenclatura "HONDA"). Nossa equipe técnica avaliou mais de 15 detalhes entre acabamento e funcionalidade (como o acionamento da torneira de combustível ou do afogador do carburador) e chegou à conclusão que ou a Fan é muito cara, ou a Factor oferece muito mais pelo que custa. Adiferença de R$ 300 aproximados a favor da Fan no momento da compra não justifica sua enorme ausência de acessórios.

Pode parecer preciosismo, mas um comparativo a fundo, como este que fizemos em relação aos equipamentos, é o espelho do que você, usuário, vai perceber no uso diário deste tipo de motocicleta. A falta de cavalete central, por exemplo, pode ser uma tremenda dor de cabeça na hora de uma manutenção rápida, como regular um freio traseiro. Ou pior, para quem tem de acomodar milhares de bugigangas em um baú, como fazem os motoboys. A falta da trava de capacete também é um enorme incômodo, assim como o marcador de combustível. Quer mais detalhes? A Fan nem oferece regulagem do freio dianteiro no manete (somente no tambor, junto ao cubo da roda). E é comum vermos os profissionais de duas rodas regulando os freios enquanto aguardam a abertura do semáforo. E para regular a folga da corrente, por exemplo? A Factor, além do cavalete central, já lembrado, precisa de três chaves: uma 17 mm, outra 19 mm e uma 12 mm. Na Fan, o processo é parecido, mas precisamos de quatro chaves: 17 e 22 mm para o eixo da roda, uma 10 e outra 12 mm para movimentar o esticador em si (na Factor a porca e a contra-porca usam a mesma ferramenta, 12 mm). Detalhes que podem parecer exagero, mas fazem diferença para quem usa a motocicleta no trabalho e cuida pessoalmente (ou acompanha) da manutenção. O ponto negativo da Factor, neste sentido, é a torneira de combustível que fica "embutida" na carenagem dificultando seu manuseio pelo piloto que usa luvas. Quanto ao garupa, a Fan oferece o melhor apoio para as mãos mas perde em relação às pedaleiras que são fixadas diretamente na balança da suspensão traseira, flexionando as pernas do garupa ao menor sinal de buraco ou imperfeição no solo.

Tecnicamente elas são parecidas. Tanto em potência e torque, quanto em transmissão, freios e chassis. O que as diferenciam são exatamente os detalhes. E vale recorrer à história. A YBR é um projeto mais novo e que nasceu para ser a representante da Yamaha na categoria 125 utilitária. A Fan é o renascimento da CG, quando a Honda equipou seu best-seller com motor 150. O mercado não abriu mão de um modelo 125 cc e a marca voltou, com a Fan, a oferecer o que o segmento exigia. Então, empobreceram a Titan, deram-na um novo nome e um motor de 125 cc. E aqui cabe mais um detalhe. A partir deste ano, a Fan passa a ter o mesmo propulsor da Titan, só que com 125 cc de cilindrada. Com isso, adota definitivamente o comando de válvulas no cabeçote, um pesadelo para a grande maioria dos usuários profissionais, que sofrem por desinformação.

Na prática, o comando de válvulas no cabeçote é mais moderno e avançado que o arcaico sistema de acionamento por varetas. E por este motivo (menor atrito interno), a arquitetura OHC foi adotada inclusive para ajudar na menor emissão de poluentes e para melhorar o consumo de gasolina.

Por falar em consumo, talvez o fator mais decisivo numa compra desta categoria, a vantagem continuou com a YBR Factor. Em condições idênticas, chegou à marca de 41,5 km/litro contra 34,5 km/litro da Fan. O melhor rendimento do motor da Yamaha anuncia seu bom índice de consumo. Explicamos: estas marcas foram conseguidas em estrada onde, por várias vezes, a Fan "pedia" quarta marcha, enquanto a Factor mantinha a velocidade (projetamos entre 80 e 90 km/h) em quinta marcha. Com o motor em alto giro, o consumo da Fan foi prejudicado. De qualquer maneira, são modelos extremamente econômicos, capazes de rodar mais de 100 km com pouco mais de R$ 5.

Para o tira-teima final, colocamos as duas motocicletas nas mãos de dois usuários tradicionais de motos 125 cc. Guilherme Silveira, editor da revista Hot Car, é piloto de carteirinha deste segmento e Carlos Camargo, motoboy que dispensa maiores apresentações (já chegou a rodar mais de 300 km por dia na cidade sentado a bordo de uma utilitária). Foram eles que usaram e abusaram da Fan e da Factor em uma avaliação pelas ruas congestionadas da cidade, onde foi possível comparar a performance das rivais. Não usamos nenhum equipamento de teste, apenas as impressões diretas dos usuários, a fim de refletir o dia-a-dia deste tipo de consumidor. Na prática, acendeu o verde do semáforo, acelera! Entrou carro na frente, freia. Deu uma brecha na fila ao lado, retoma a velocidade. E assim foi feito. Em todas as comparações de performance, a Factor disparava um pouco à frente. Assim foi feito nas saídas de farol e nas retomadas de velocidade, provas repetidas várias e várias vezes. "Achei o motor da Factor um pouco mais esperto, porém mais ruidoso em altas rotações", disse Guilherme Silveira. E completou: "Na Factor me senti mais à vontade, ela entra nas curvas quase que por instinto". O profissional Carlos Camargo também elogiou o comportamento do modelo da Yamaha. "A Factor é mais gostosa da pilotar". O que nenhum dos dois aprovou foi o freio dianteiro a tambor. "É um perigo andar com uma moto com freio a tambor", justifica Camargo.

Para finalizar, não há como elevar a Factor ao título de campeã deste comparativo. Ela é a mais completa, de melhor dirigibilidade e condução, segundo nossos pilotos e usuários, e a única a oferecer a opção de freio a disco na dianteira, na versão ED (que, com rodas de liga leve, custa R$ 450 a mais que a E, avaliada nesta reportagem). No caso da Honda, se você optar pelo freio a disco, terá que "pular" de modelo, indo para a Titan 150. E preparar um bom punhado de Reais a mais. Seria o momento da Honda repensar o preço da Fan, ou equipá-la melhor? Isso o mercado irá responder.

Opinião: Cícero Lima

Testei a Honda CG 125 Fan e a Yamaha YBR Factor no meu roteiro diário de Atibaia (SP) à capital. Queria conferir a diferença de desempenho nas duas serras que enfrento no caminho. Aliás, nessa situação, surgiram as maiores diferenças de desempenho entre os modelos. Nas subidas a Yamaha conseguia manter a última marcha enquanto o velocímetro marcava 85 km/h e seu motor rodava macio. No dia seguinte percorri o mesmo trecho com a CG Fan que mostrou comportamento bem diferente. Era necessário reduzir para quarta marcha e, com o motor girando alto, o velocímetro estava cravado nos 80 km/h. Ao fazer as medições de consumo, essas diferenças de desempenho se transformaram em maior gasto com a CG para percorrer o mesmo trecho.




A YBR Possui cavalete central e lateral. A CG Fan possui apenas lateral.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Teste Yamaha XTZ 125


Desde que foi lançada, em setembro de 2002 ela já mostrava qualidades estéticas e mecânicas que chamaram a atenção do público. Muita gente achou o motor fraco demais. Para estes a Yamaha tem a XT660 e as especiais de competição. A “xistezinha” é mais esguia, com mais aptidão “off” do que as outras 150 cc da mesma categoria no mercado e, portanto, menos confortável.

Yamaha XTZ 125: uma moto para todas as ocasiões
Yamaha XTZ 125: uma moto para todas as ocasiões
A proposta dessa moto é oferecer uma solução mais barata para o consumidor que gosta do estilo off road, que necessita de uma moto versátil e econômica para o uso urbano, mas que pode abrir mão de um motor mais vigoroso.
A sua maior vocação é urbana e ela vai muito bem no “rally” das ruas bem esburacadas e com piso irregular das grandes cidades brasileiras. Nas estradas e rodovias ela fica devendo. Pouca potência, sofre muito com o arrasto aerodinâmico e o resultado é que a velocidade máxima dificilmente chega a 100 km/h (no GPS). Ou seja, falta a necessária agilidade e velocidade para trafegar com desenvoltura por entre os carros e caminhões nas vias expressas. Definitivamente a xistezinha não é apropriada para esse tipo de uso. Já no off road, a coisa é bem diferente, porque para ter mais destreza na terra a relação das marchas tem um escalonamento estreito para não perder aceleração. Resumo: sua versatilidade se limita ao uso urbano e ao off road.

Na terra

A XTZ 125 vai muito bem nos passios na terra porque ela é leve e o funcionamento do motor é pouco vigoroso
A XTZ 125 vai muito bem nos passeios na terra porque ela é leve mas o motor é pouco vigoroso
O uso na terra pode ser considerado o habitat perfeito para a XTZ 125 porque ela é extremamente leve e bem equilibrada. A eficiência das suspensões se destacam e dão conta do recado. Claro que o motor não cria muita demanda para o chassi e suspensões porque seus componentes são bastante leves e não criam situações críticas na pilotagem. O resultado é um comportamento equilibrado que a torna apta a encarar os mais duros obstáculos, desde que não seja exigido muito motor para isso. Como já foi dito, ela não conta com muito motor.

Na cidade

Na cidade a XTZ 125 é muito ágil e tem respostas rápidas na ciclística
Na cidade a XTZ 125 é muito ágil e tem respostas rápidas na ciclístic
A mesma coisa se observa no uso na cidade. As manobras são rápidas e muito precisas por causa da ótima geometria do chassi e suspensões competentes. O piloto “veste” a moto e a linguagem corporal é facilmente assimilada pela pela moto. Qualquer movimento e a resposta é imediata, precisa e sem dificuldade. O banco é esteito e duro, a suspensão um pouco ríspida e o piloto deve esquecer o conforto oferecido pelas motos trail de maior cilindrada, com o a Honda Bros, por exemplo. Contudo, no rally urbano de todos os dias pode-se andar em maior velocidade que a buraqueira das ruas mal conservadas passa completamente despercebida por baixo das rodas raiadas da pequena Yamaha.

Nas estradas

Esqueça. Use a XTZ 125 como uma moto urbana, para trabalho e para diversão na terra. Nas vias expressas, se for impossível evitar, ande com atenção e velocidade compatível com o local. Não saia para a esquerda quando o fluxo estiver perto da sua velocidade máxima. Ela não tem motor para isso e deixará o piloto em situação embaraçosa e perigosa.

Avaliação técnica

Ciclística
A Yamaha XTZ 125 tem geometria propria para off-road

O chassi tem a configuração diamond (duplo triângulo) com o motor fazendo parte da estrutura dianteira inferior. No triângulo traseiro duplo a bateria e caixa de ar dividem o espaço sob o banco. Essa é uma estrutura clássica para motos 4t trail e no caso da Yamaha XTZ 125 ela se apresenta com uma estrutura muito leve, que aceita bem as tensões na dinâmica do seu funcionamento, sem nenhuma flexão importante que afete a pilotagem.

Suspensões
Leve e progressiva na dianteira conta também com bom amortecimento mesmo em impactos maiores, mas a traseira sente um pouco a falta de progressividade por causa da fixação direta do amortecedor na balança. Apesar disso, com um pouco de peso, (acima de 80 Kg) a traseira já se acomoda com um bom sag (curso negativo) e esse problema desaparece.

Motor
Com 500 Km a moto parou por entupimento do carburador - Falta um filtro de gasolina

Bom motor, com boa aceleração. A curva de potência é bastante plana e acelera sem sustos, por toda faixa de rotação. Para uma 125 moderna entretanto poderia ter mais potência. Talvez uma injeção eletrônica fizesse essa diferença.
O filtro de ar lavável tem boas dimensões e protege bem o motor

Transmissão
O câmbio de cinco marchas tem escalonamento perfeito para o motor de forma que sempre tem uma marcha própria para cada situação. As trocas são bem definidas, mas poderia ser menos barulhenta. A relação final por corrente é bastante leve e silenciosa. poucos ajustes são necessários em uso urbano.
Cambio tem cinco marchas e engates precisos

Freios
Os freios tem boa pegada, notadamente o dianteiro. Com leve pressão imobiliza a moto com determinação e controle, muito bem modulável. Já o traseiro sofre com a movimentação da suspensão que muda a modulação do freio por causa da geometria do varão. Causa um certo descontrole da frenagem em descidas acidentadas.
O carburador a vácuo mantém as emissões baixas

Tecnologia
Para a cilindrada de 1/8 de litro como essa 125 cc a Yamaha XTZ 125 se encontra  no limite da tecnologia, uma vez que muitos motores dessa cilindrada já contam com injeção eletrônica. O carburador CV (ou Velocidade Constante), dessa moto tem o acionamento do acelerador proporcional ao vácuo produzido pelo motor e isso garante uma combustão limpa e uma progressividade constante no acelerador, que permite ser homologado no PROMOT3. Porém, a entrega de potência fica limitada ao crescer do vácuo do coletor de admissão e a aceleração e potência máxima também ficam limitadas.
Para uso na terra o motor precisa de proteção no carter. Foram produzidas 17.606 unidades em 2010.

Equipamentos
Para uma moto trail a XTZ 125 conta com todos os equipamentos necessários. Mas falta como na maioria das motos atuais dessa categoria, o protetor de carter que antes equipava esse tipo de moto.

Acabamento
O acabamento é condizente com o preço do produto um pouco alto. Os encaixes das peças são perfeitos, a boa pintura e soldas no chassi primam pela conformidade.

Para uma moto lançada em 2002 a XTZ 125 da Yamaha ainda se mantém atualizada. Apesar de usar carburador consegue regular as emissões de poluentes aos níveis aceitáveis atuais e ao preço de R$7.410,00 (modelo K – partida a pedal) e R$8.158,00 (modelo E – partida elétrica), ambos preços de tabela Fipe em 21/03/2011, continua a ser uma boa opção para quem gosta de uma moto trail sem compromisso na terra e capaz de trafegar com facilidade e economia pelas cidades.

Teste Yamaha YS Fazer 250

Primeira motocicleta de “baixa” cilindrada e de fabricação nacional a receber o sistema de alimentação por injeção eletrônica de combustível, ela atende plenamente seus consumidores pelo desempenho e economia. Considerada sonho de consumo para muitos motociclistas urbanos, a YS 250 Fazer surpreende positivamente por seu desenho moderno e intrigante.
A Fazer YS250 foi pioneira em injeção eletrônica nas baixas cilindradas
A Fazer YS250 foi pioneira em injeção eletrônica nas baixas cilindradas

A começar pela tecnologia presente em itens antes só disponíveis em motocicletas maiores, como a própria injeção eletrônica, o pistão forjado e o cilindro com revestimento cerâmico e freio a disco também na roda traseira, ela tem desenho com linhas modernas e destaca-se pelo desempenho, dirigibilidade e baixo consumo. A YS250 “veste” bem e logo na primeira volta e o motociclista já está confortável sente-se absolutamente seguro na pilotagem. Apesar de monocilíndrica, o nível de vibração é mínimo, fruto de um trabalho exemplar no dimensionamento e sincronização do eixo balançeiro,  pela engenharia da Yamaha para torná-la suave em qualquer faixa de rotação. Com estas características, qualquer motociclista se sente encorajado a acelerar firmemente e usufruir o melhor que ela pode oferecer nos ambientes para os quais foi projetada: cidade, estradas e rodovias.

Cidade

Muita agilidade e leveza no uso urbano
Muita agilidade e leveza no uso urbano

Seu peso (137 kg) praticamente não é percebido no meio dos carros no trânsito urbano. Ela comporta-se como motocicleta pequena, com a vantagem do pouco peso bem distribuído e do resultado de todo acerto do motor, com o sistema de injeção eletrônica que oferece sempre a força na medida exata e proporciona suavidade nas manobras. Como é um motor calibrado para altas rotações alguns cuidados nas reduções é conveniente para não travar a roda traseira. Em determinadas situações, pode haver necessidade de “queimar” embragem para ganhar giro para uma manobra mais rápida no trânsito. As suspensões são bem ajustadas e absorvem com tranquilidade as imperfeições do piso, Apenas a traseira tem regulagem na pré carga da mola. Os freios a disco estão dimensionados adequadamente e sua integração com as suspensões conferem confiança para andar nessa street como se ela fosse uma trail nos obstáculos urbanos. O consumo de combustível é surpreendentemente baixo no uso urbano. Mais um ponto para a injeção eletrônica da Fazer 250, que oferece autonomia próxima dos 400 km com um tanque de combustível, cuja capacidade de 19 litros leva os mais desavisados a acreditarem que o marcador de combustível está quebrado.

O painel é moderno e de fácil leitura
O painel é moderno e de fácil leitura

A posição de pilotagem é natural e permite visibilidade do painel e uso dos comandos intuitivamente. No painel de instrumentos está um contagiros analógico e um mostrador em cristal liquido multifuncional, com hodômetro total e dois parciais (trip1 e trip2), marcador de combustível e relógio, além das luzes-espia. Outro destaque da Fazer 250 é o farol com lâmpada de 55/60 watts, garantia de luminosidade e segurança em pilotagem noturna.

Estrada

As mesmas qualidades que a Fazer 250 apresenta na cidade, são trazidas para seu uso em estradas e rodovias. Aceleração firme e linear, facilidade para manter a velocidade de cruzeiro em faixa segura, economia de combustível e grande autonomia. Apenas em algumas condições, principalmente com condutor pesado ou com garupa, um pouco mais de motor (potência e torque) seria bom. Nestas condições, o ideal é subir mais um degrau e partir para um aumento de cilindrada ou um motor de dois cilindros de 250 cc de cilindrada.
Nas estradas a grande autonomia faz diferença
Nas estradas a grande autonomia faz diferença

A estabilidade e o equilíbrio se destacam, coincidindo com as qualidades dos pneus que adicionam mais tração e confiabilidade. Na traseira, aliás, a Yamaha incorporou o novo link da suspensão com roletes, o que melhora o conforto, diminui a necessidade de manutenção e o risco de travar os movimentos do link, o que ficou muito bom. Um item que está bem resolvido também é o nível de ruído – bastante baixo. Para uma monocilíndrica que gira em torno de 7 a 8 mil rpm em velocidade de cruzeiro, realizar longas viagens com a Yamaha Fazer YS250 pode se tornar desgastante para o pequeno motor.
Sente-se a falta de ganchos que facilitem prender qualquer tipo de carga quando se está sem garupa. Parece que a Yamaha quer forçar a venda de acessórios como bauletos e bagageiros.

Análise técnica

Motor bom, facilitaria mais a pilotagem se tivesse mais potência e torque em baixa rpm
Motor bom, facilitaria mais a pilotagem se tivesse mais potência e torque em baixa rpm
Todo o funcionamento do motor é assegurado pelo sistema de controle que recebe leituras vários sensores. A Unidade de Controle Eletrônico (ECU) monitora e analisa as informações de cada sensor e transmite os comandos aos vários sistemas para que funcionem de forma ideal e atendam às mais diferentes condições de pilotagem. Um bom exemplo é o sensor de ângulo de inclinação, que interrompe a injeção do combustível quando há uma inclinação da motocicleta superior a 65 graus. O controle da bomba de gasolina fornece alimentação apenas enquanto houver um mínimo de combustível no tanque que garanta o funcionamento da bomba de combustível sem avaria.

Motor
A Fazer 250 é equipada com um motor monocilíndrico, quatro tempos de 249 cc e um comando para as duas válvulas simples no cabeçote (OHC) que desenvolve 21 cv de potência a 8.000 rpm e torque de 2,10 kgf.m a 6.500 rpm. Responde bem em alta rotação, mas pede o uso da embreagem para retomadas mais rápidas no trânsito ou numa saída de curva. Tem pistão forjado e o cilindro é revestido de cerâmica dispersiva de calor, isso aumenta a robustez e a longevidade e é muito bom, particularmente nesse tipo de motor que no uso em estradas e rodovias mais rápidas, trabalha sempre perto demais da faixa vermelha e o desgaste natural seria excessivo.
Excelente sistema de filtragem de ar. Filtro lavável e caixa de ar bem dimensionada para pouca manutenção
Excelente sistema de filtragem de ar. Filtro lavável e caixa de ar bem dimensionada para pouca manutenção

Câmbio
Excelente caixa de câmbio, encaixa sempre na faixa ótima de giro em função de seu bom escalonamento. Nos casos explicados no quesito do motor (baixa rpm) o motor demora a crescer. As passagens são bem definidas e raramente se erra uma marcha. Alguns usuários podem se queixar de ser um pouco barulhento mas não achamos relevante essa questão. A embreagem é ótima, bem sensível, nunca altera seu ajuste ou dá qualquer tipo de vibração mesmo com grande variação de temperatura.

Ciclística
A geometria da Fazer 250 é própria para superar obstáculos, tem um longo trail de 104,5 mm e rake de 36,5º
A geometria da Fazer 250 é própria para superar obstáculos, tem um longo trail de 104,5 mm e rake de 36,5º
O chassi é de berço duplo em aço com soldas extremamente bem feitas e protegido por uma pintura de boa cobertura e resistencia. Sua geometria se aproxima ao de uma off-road, caracterizado pelo longo trail de 104,5 mm e entreeixos proporcionalmente, curto mas que conta com um bom efeito da balança longa porque seu baixo ângulo de ataque provoca pouca variação do entreeixos ao longo do curso da suspensão.
Essa estratégia resultou em uma moto um pouco lenta nas respostas, mas que por ser relativamente leve ainda é fácil para manobras da cidade e mudanças rápidas de direção nas curvas das estradas. O resultado é que mesmo em frenagem forte a frente se mantém controlável e pode-se até mudar de direção durante a frenagem que a geometria e suspensões aceitam razoavelmente bem uma mudança de direção ou um impacto em algum buraco. Uma ótima solução para os mal conservados caminhos brasileiros.

Suspensão
As rodas aceitam as irregularidades do solo com muito bom controle e tem boa progressividade a ponto de não serem afetadas por excesso de carga. O ajuste na pré carga da mola traseira é bom para manter a atitude correta da moto.

Freios
Freio a disco nas duas rodas não tem opção para ABS mas é bem eficiente e fácil de controlar
Freio a disco nas duas rodas não tem opção para ABS mas é bem eficiente e fácil de controlar.

Bem dimensionado na dianteira com 282 mm de diâmetro e dois pistões nas pinças, ele responde com progressividade e potência, sem perder a capacidade de modulação. Fácil aplicar com força até o limite de travar a roda sem arriscar perder o controle. Considere que o pneu de boa qualidade ajuda muito para isso.
O traseiro a disco tem 220 mm de diâmetro e se mostra bem eficiente também. A posição do ajuste da altura do pedal de freio na unidade que testamos estava muito alto, provocando o acionamento involuntário apenas posicionando o pé sobre o pedal. Ajustado, não apresentou mais problemas.
Com vendas estáveis em torno de 3 mil unidades mensais desde seu lançamento, a Yamaha Fazer YS250 representa o degrau imediatamente superior das pequenas street urbanas de até 150cc. Sua concorrente direta, Honda CB 300 tem preço e desempenho semelhantes e a briga é saudável para o consumidor. A Fazer, apesar de ter motor menor, exibe qualidades para ser merecedora da preferência de muitos consumidores e objeto de desejo de outros tantos. A Yamaha Fazer YS250 custa R$ 11.311,00 (Média FIPE abril/2011) e tem um ano de garantia, sem limite de quilometragem.